08 abril, 2014

Enfim, a morte de um blog.

Chegou a hora de partir desse para um outro melhor.
Espero que não somente gostem da novidade, mas que também enviem suas colaborações.

Se quiserem me escrever: karla@puerilismos.com

Provavelmente voltarei


13 outubro, 2013

Relacionamentos podem ser como o Candy Crush.

Às vezes a gente só está ali pra combinar uns doces, descobrir uns movimentos diferentes, passar um tempo e não evoluir de fase. Errar umas tantas vezes e, enquanto isso, ir cuidar de outros assuntos até poder brincar de novo. Sem compromisso.

Delicious!

Minha filha de 3 anos com um caderno em mãos.

- Estou escrevendo uma história. A história dos amores. Ela é muito chata.

O que temos para hoje.

05 outubro, 2013

Memória, you bitch!

Se eu sei o que está faltando em casa e precisa comprar no supermercado? Não. Não faço a mínima ideia. Eu abro a geladeira e está tudo ali do mesmo jeito que deixei no início da semana. Meus olhos simplesmente não conseguem perceber que está faltando tudo para conseguir sobreviver durante o final de semana. Por que acontece? Porque minha memória não funciona desse jeito. De lembrar que tudo que foi comprado sete dias atrás já não existe mais, que já foi devidamente preparado, cozinhado. Acredito que, se eu cozinhei, foi em um passado muito, muito distante e não dia desses. Logo, deve ter comida por ali em algum lugar que meus olhos e mãos não querem se dar ao trabalho de procurar. Deve ter.

Mas eu sei que não tem.

E sei que, por mais que eu procure, vou acabar esquecendo de algo no segundo em que eu lembrar de outra coisa. É sempre assim. Meu cérebro esquecendo daquilo que acabou de lembrar porque precisa lembrar imediatamente de outro algo relacionado. Não há espaço pra duas memórias.

É pra isso que existe uma cópia fiel do supermercado na minha cabeça. Vai entender. Não lembro de anotar que preciso comprar papel higiênico, mas sei quase exatamente onde ele está no supermercado. Então, fecho os olhos e faço um tour mental por cada corredor do super. Primeiro passando pelos destilados, vinhos e seguindo até o corredor que vai dar nos congelados. E assim vou lembrando, enquanto "passo diante dos produtos", que estou precisando de manteiga para preparar um bolo de cenoura que eu já havia esquecido que iria preparar quando abri a despensa em casa.

Por que esse barbante tá amarrado no meu dedo?

20 setembro, 2013

17 setembro, 2013

E ainda falando em pão.

Em Belém, pão francês se chama pão careca. Em Porto Alegre, cacetinho.

Toda vez que vou comprar pão fico numa eterna batalha interna:

— Por favor, não fale cacetinhos carecas. Não fale cacetinhos carecas!

Bem fresquinho

É tudo sobre amor.

Perto de casa existe uma mercearia e é ali que compro pão francês algumas vezes por mês. O lugar é um tanto rústico, mas um pouco menos que antes, quando era de outro dono.

Quando era de outro dono, não havia uma boa organização dos produtos nas prateleiras, não eram muito legíveis os preços, nem os rótulos e, muito menos, a validade das coisas. Não se aceitava nada além de dinheiro vivo e palavra de honra para quando se precisava de algum crédito. Mas o pão, bem, o pão, quase sempre quentinho, salvou minha barriga da fome muitas manhãs e algumas noites.

Algumas noites nos últimos meses desci para comprar pão na mercearia com novo dono. Ali agora existe um computador, prateleira cheia de novidades e preços impressos em Arial Black. Existe uma máquina de cartão de crédito e promessas diversas sobre o muito que vem por aí.

Mas o muito que vem por aí nunca tem pão.

O pão, que é o que realmente importa ter perto de casa.

Pão é amor

16 setembro, 2013

Coisas que pesam.

Às vezes fica algo corroendo no peito porque não se tem coragem de dizer o libertador "eu não gosto de ti".

Simplesmente.

Às vezes a gente reconhece imediatamente o olhar do "eu não gosto de ti" também.

Gorduras imaginárias