O que você prefere, um relógio parado ou um que atrasa um segundo por hora? O relógio parado estará certo duas vezes por dia, enquanto o outro levará anos para estar certo pelo menos uma vez. (Lewis Carroll mostrando que relógio bom, é relógio morto).
Aqui em casa existem muitos relógios. Grandes, pequenos, de pulso, de computador, de celular. Muitos. Alguns já estão na família há décadas. Outros apareceram recentemente. A maioria emite ruídos que vão de simples tic-tac a altas badaladas. O detalhe principal, porém, é que nenhum confirma o horário do outro. Na cozinha, por exemplo, existem três relógios marcando horários completamente diferentes. Um deles, o rádio-relógio, foi o dono da hora certa no passado, mas sempre que falta energia, o horário é desconfigurado e já não temos paciência para reajustá-lo.
Então, qual é o ponto de referência? O patrão. É ele quem diz se há ou não atraso. E como ele é uma variável – há dias em que ele chega antes; noutros, depois de você – é melhor aprender desde cedo que, não importa o quão bom você é no desdobramento espaço-tempo, você sempre vai chegar atrasado.
- Que está fazendo ai no saguão? Chegando atrasado de novo?
- Não, chefe, na verdade, agora que estou indo pra casa. O trabalho varou a madrugada...
- Hmm. Isso que dá você ter chegado tarde ontem. Vê se não demora: vou cuspir aqui.
A Cirurgia Plástica
Eu gostaria de ter uma irmã gêmea, assim poderia saber como eu pareceria sem cirurgia plástica. (Joan Rivers e o paradoxo dos gêmeos).
A lei é cruel e absoluta: envelhece aquele que possui o pior cirurgião plástico.
- O “tempo” fez bem pra você, colega.
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