30 abril, 2009
Sono sagrado de alguns dias.
Existem muitos momentos em que as oportunidades para conseguir mais que oito horas de sono são possíveis: quando se é criança, durante as férias, nos finais de semana, feriados, faltando a compromissos, acometido de doenças que te deixam acamado (ou não necessariamente) e morto. Não é seguro citar a velhice como uma chance a mais para descansar porque você pode ser daqueles velhos que precisam (ou querem) trabalhar incansavelmente até um ataque fulminante ou ser acertado por um caminhão.
24 abril, 2009
E então.
Um cara do blog foi convidado a escrever vários livros. E o outro, aquele que escrevia sobre curiosidades em geral, passou para o departamento de roteiros de um certo canal de TV. O menino do podcast foi contratado por uma rádio famosa e o do videocast não descansou enquanto suas ideias não foram para a grade de programação da principal emissora do país. O carinha do Twitter ficou feliz ao ser citado na revista de papel, aquela mesma que contratou o moço que fazia a revista digital que não existe mais.
23 abril, 2009
Diferença prática entre adultos e crianças.
Dia desses estava no banheiro escovando os dentes quando a torneira fez um ruído que mais parecia um anão gargalhando. Peguei um susto, mas automaticamente racionalizei sobre o som que certa pressão de água faz nos encanamentos. Se fosse lá pela década de 80, depois do choque inicial, eu acharia que todas as torneiras poderiam falar comigo e, com certeza, conversaria com elas e demais objetos da casa até que algum dos meus primos descobrisse e me espancasse por causa disso.
18 abril, 2009
As cinco leis básicas do salão de beleza.
1) Mais da metade das pessoas que estão no salão de beleza sairão mais feias do que entraram.
2) Mais da metade das pessoas que estão no salão de beleza estão com o coração partido.
3) Cortar um dedo do cabelo significa cortar um dedo do cabelo, oras. Um dedo na vertical.
4) A tintura/ o corte/ o penteado que você escolheu, na prática, não existem.
5) Quando o cabeleireiro/ esteticista disser “está ótimo”, desconfie. Mas desconfie mesmo.
2) Mais da metade das pessoas que estão no salão de beleza estão com o coração partido.
3) Cortar um dedo do cabelo significa cortar um dedo do cabelo, oras. Um dedo na vertical.
4) A tintura/ o corte/ o penteado que você escolheu, na prática, não existem.
5) Quando o cabeleireiro/ esteticista disser “está ótimo”, desconfie. Mas desconfie mesmo.
14 abril, 2009
Sábado, quatorze.
Sim, você será assaltada. Eles não pararam ali por outra razão. Nem para pedir informação, nem para fuderem na parte mais escura da rua por onde você resolveu andar. Certamente, eles resolveram fuder, mas você. Ou melhor, a sua noite. Respire fundo, acalme-se. Pense na possibilidade daquela arma não ser de verdade. Aliás, nem pense nisso. Pense na parte do seu corpo que poderá resistir a uma balada. Não, não. Tudo em você parece ter amanhecido bastante vital. O que você traz na bolsa? Um batom preferido, um caderno de anotações com algumas idéias estúpidas, uma caneta, um celular descarregado, o que sobrou do salário, uns cartões, alguns de crédito e somente. E se você pegasse a arma? Você só foi a duas aulas de defesa pessoal. Alguém pode vir por trás e... Você não está sozinha, esquece! Enquanto a mulher coloca a trinta-e-oito na sua barriga, o homenzinho ameaça o seu namorado. Talvez o outro diabo também esteja armado, deve estar armado, você estaria se estivesse no lugar dele. Olhe para os lados, uns pivetes observam. Estagiários, na certa. Devem pensar, repletos de orgulho, “e quando for a minha vez com uma arma daquela?”. A arma não parece mesmo de verdade. Malditos chineses e suas réplicas de brinquedo. Você nem pode culpar os chineses, então você também pensa nos paraguaios, mas daí a sua bolsa já está longe. E eles ainda gritam ameaças, “vocês vão morrer”. Todos fazem isso. Você pára. No que pensar? Você pensa. Pessoas se aproximam. O que seria dessa vez? Testemunhas. “Conheço fulana”. “Conheço sicrano”. “Chama a polícia”. Que polícia? Você precisa é de um telefone. Precisa cancelar umas coisas, precisa bloquear outras. Precisa não entrar em pânico. O que você tinha mesmo dentro da bolsa? “Oi, mãe, tentaram me matar, mas agora já está tudo bem...”. Continua com os telefonemas. Você está determinada a dormir em paz: “o nosso sistema está fora do ar. tente amanhã pela parte da manhã. agradecemos a sua compreensão”. Boa sorte no resto da vida.
10 abril, 2009
Ensaio sobre o fim de um relacionamento.
Não consigo mesmo entender a tristeza pelo fim de um relacionamento. Só existem duas possibilidades, a meu ver: ou livrar-se de quem você não gosta mais ou de quem não gosta mais de você. Simples. Sem complexos. Para quê insistir?
O problema é que sempre existe o ego. Ah, o ego! Os dois lados vão querer lucrar com o chute na bunda: o que leva o fora precisa se sentir pisado (ser vítima é orgasmático para muitos) e o que dá o fora, de que pisou (alguns fingem sofrer com o rompimento apenas para disfarçar o prazer que sentem com o sofrimento alheio).
Há também a sensação de incompetência: por não ter conseguido ser atraente, interessante, estável, amável. A auto-estima chega a ficar em frangalhos. Mas quem tem mesmo de ser perfeito? Se os humores se adaptarem por um bom tempo já está ótimo.
“Mas e quando as duas pessoas ainda se gostam e, mesmo assim, precisam terminar o romance?” - alguém pode perguntar apenas para que eu responda através de duas perguntas:
Primeira: por que as pessoas que se gostam não podem ficar juntas?
Resposta: na certa, porque não estão se esforçando (!) para que seja diferente. Vão querer culpar o universo pela própria incapacidade. “Ainda nos gostamos mas o destino não nos permite ficar juntos” é o que diz o que gosta menos para o que gosta mais – e este, engole, porque, enfim, é mais romântico pensar assim do que lutar pelo cenário que lhe dá mais prazer. Se não estão juntos é porque não desejam e ponto. Vai sofrer?
Segunda: por que as pessoas que se gostam precisam ficar juntas?
Resposta: quem as obriga a isso? Há muita coisa divertida que pode ser feita entre duas pessoas que se toleram sem que elas precisem selar, registrar, carimbar, avaliar e rotular como um caso amoroso. E quem disse que é amoroso? Não pode ser apenas fraternal? Intelectual? Empresarial? Ainda assim, se o que for terminar, e daí?
“E as lembranças de todas as coisas boas? E tudo que construímos juntos?” Acabou! Lembranças não precisam de muito, apenas de uma memória eficiente. E as coisas boas que você construiu sozinho (a) e que a porcaria do seu caso até atrapalhou um bocado? Disso você esquece!
Mas não adianta, você quer mesmo sofrer. É um direito seu. Ninguém disse o contrário, sim? Pois então, faça seu sofrimento trabalhar, filhote. Monte uma banda, escreva umas músicas e uns livros contando todo o seu trauma: fique rico (a)! Talvez só assim você perceba que não há nada melhor do que uma boa dose de pragmatismo para eliminar uma dor de cotovelo.
O problema é que sempre existe o ego. Ah, o ego! Os dois lados vão querer lucrar com o chute na bunda: o que leva o fora precisa se sentir pisado (ser vítima é orgasmático para muitos) e o que dá o fora, de que pisou (alguns fingem sofrer com o rompimento apenas para disfarçar o prazer que sentem com o sofrimento alheio).
Há também a sensação de incompetência: por não ter conseguido ser atraente, interessante, estável, amável. A auto-estima chega a ficar em frangalhos. Mas quem tem mesmo de ser perfeito? Se os humores se adaptarem por um bom tempo já está ótimo.
“Mas e quando as duas pessoas ainda se gostam e, mesmo assim, precisam terminar o romance?” - alguém pode perguntar apenas para que eu responda através de duas perguntas:
Primeira: por que as pessoas que se gostam não podem ficar juntas?
Resposta: na certa, porque não estão se esforçando (!) para que seja diferente. Vão querer culpar o universo pela própria incapacidade. “Ainda nos gostamos mas o destino não nos permite ficar juntos” é o que diz o que gosta menos para o que gosta mais – e este, engole, porque, enfim, é mais romântico pensar assim do que lutar pelo cenário que lhe dá mais prazer. Se não estão juntos é porque não desejam e ponto. Vai sofrer?
Segunda: por que as pessoas que se gostam precisam ficar juntas?
Resposta: quem as obriga a isso? Há muita coisa divertida que pode ser feita entre duas pessoas que se toleram sem que elas precisem selar, registrar, carimbar, avaliar e rotular como um caso amoroso. E quem disse que é amoroso? Não pode ser apenas fraternal? Intelectual? Empresarial? Ainda assim, se o que for terminar, e daí?
“E as lembranças de todas as coisas boas? E tudo que construímos juntos?” Acabou! Lembranças não precisam de muito, apenas de uma memória eficiente. E as coisas boas que você construiu sozinho (a) e que a porcaria do seu caso até atrapalhou um bocado? Disso você esquece!
Mas não adianta, você quer mesmo sofrer. É um direito seu. Ninguém disse o contrário, sim? Pois então, faça seu sofrimento trabalhar, filhote. Monte uma banda, escreva umas músicas e uns livros contando todo o seu trauma: fique rico (a)! Talvez só assim você perceba que não há nada melhor do que uma boa dose de pragmatismo para eliminar uma dor de cotovelo.
07 abril, 2009
O cúmulo da desatenção.
É não ser roubado porque o volume no fone de ouvido estava alto demais para que o anúncio do assalto fosse escutado, encarar o meliante com olhar aleatório e seguir adiante como se nada estivesse acontecendo.
04 abril, 2009
Cinco mais cinco dicas para transformar sua vida numa comédia romântica.
Sua vida está sem graça e você, sem paciência para vive-la, prefere viver a dos outros? Então, está na hora de botar uma dose de ficção na sua rotina. Que tal uma comédia romântica? Afinal, todos precisam de um pouco de amor e humor. Com essas cinco mais cinco dicas, rapidinho tudo vai mudar.
PARA MULHERES:
1- Escolha uma mania e intensifique-a.
Mulheres perfeitas não existem; as comuns existem de sobra. Portanto, seja louca. Só não desperte todas as suas síndromes, complexos e manias de uma única vez. Assim você será transferida para os filmes de terror.
2- Lembre-se, o rapaz bonito é o vilão.
Melhor pensar assim. Fica mais fácil para se conformar depois que vocês saíram uma primeira vez e ele não retornou mais os seus telefonemas.
3- Repita sempre, “dessa água eu nunca beberei”.
E depois, beba-a. O humor começa dessa forma: você diz que não quer o rapaz porque ele é gordinho e em alguns meses não vive mais sem as banhas dele. Pura comédia.
4- Jamais o deixe se explicar até o fim. Interrompa-o e vá embora.
Ou então, como surgirão os mal-entendidos? E aquele climão? Romance precisa de umas dificuldades, uns malentendidos pra dar certo. Nada de facilitar, ouviu?
5- Não seja mais bonita do que a ex dele, apenas mais engraçada.
Vai ser preciso rir de alguém, não é?
PARA HOMENS:
1- Nunca seja o bonito da história.
Ou ela vai confundir você com o vilão. A graça é ela dar a entender que você foi a última escolha, ou seja, aquela água que ela disse que nunca iria beber.
2- Deixe-a pensar que você a traiu.
Sabe aquele ditado: “se não quer, tem quem queira?”. Pro caso dela continuar lhe enrolando, é de bom tom encontrar uma antagonista para ela.
3- Mesmo que você queira dar atenção a sua namorada, prefira o trabalho.
Ela não vai se apaixonar por você se não lhe odiar antes. E mais, se uma mulher não possuir o que reclamar, é capaz de entrar em depressão.
4- Nunca fale sobre você.
Deixe-a acreditar que você é a identidade secreta de alguém bem melhor. Um sapo com grande potencial. Ela não vai perder tempo ao seu lado se não tiver algo que ela precise mudar em você.
5- Fuja de compromissos até que ela ameace ficar com alguém que aparente ser melhor do que você.
Mas se ela começar a ter certeza, desapareça de mansinho. Ou você, por nem ser muito bonito, não vai conseguir nem papel de vilão.
PARA MULHERES:
1- Escolha uma mania e intensifique-a.
Mulheres perfeitas não existem; as comuns existem de sobra. Portanto, seja louca. Só não desperte todas as suas síndromes, complexos e manias de uma única vez. Assim você será transferida para os filmes de terror.
2- Lembre-se, o rapaz bonito é o vilão.
Melhor pensar assim. Fica mais fácil para se conformar depois que vocês saíram uma primeira vez e ele não retornou mais os seus telefonemas.
3- Repita sempre, “dessa água eu nunca beberei”.
E depois, beba-a. O humor começa dessa forma: você diz que não quer o rapaz porque ele é gordinho e em alguns meses não vive mais sem as banhas dele. Pura comédia.
4- Jamais o deixe se explicar até o fim. Interrompa-o e vá embora.
Ou então, como surgirão os mal-entendidos? E aquele climão? Romance precisa de umas dificuldades, uns malentendidos pra dar certo. Nada de facilitar, ouviu?
5- Não seja mais bonita do que a ex dele, apenas mais engraçada.
Vai ser preciso rir de alguém, não é?
PARA HOMENS:
1- Nunca seja o bonito da história.
Ou ela vai confundir você com o vilão. A graça é ela dar a entender que você foi a última escolha, ou seja, aquela água que ela disse que nunca iria beber.
2- Deixe-a pensar que você a traiu.
Sabe aquele ditado: “se não quer, tem quem queira?”. Pro caso dela continuar lhe enrolando, é de bom tom encontrar uma antagonista para ela.
3- Mesmo que você queira dar atenção a sua namorada, prefira o trabalho.
Ela não vai se apaixonar por você se não lhe odiar antes. E mais, se uma mulher não possuir o que reclamar, é capaz de entrar em depressão.
4- Nunca fale sobre você.
Deixe-a acreditar que você é a identidade secreta de alguém bem melhor. Um sapo com grande potencial. Ela não vai perder tempo ao seu lado se não tiver algo que ela precise mudar em você.
5- Fuja de compromissos até que ela ameace ficar com alguém que aparente ser melhor do que você.
Mas se ela começar a ter certeza, desapareça de mansinho. Ou você, por nem ser muito bonito, não vai conseguir nem papel de vilão.
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