O grande mistério da fé, que o padre não cansava de repetir durante aquelas enfadonhas celebrações que a minha tia velha também não cansava de me obrigar a ir, na minha opinião, nunca foi uma provável vida após a morte. Aquilo tudo realmente não me intrigava tanto quanto a eucaristia. Quando ele erguia o álcool e a hóstia dizendo: eis o sangue e o corpo de cristo, e convidada o povo a comungar. Assim ela ia e ao voltar com a hóstia na boca, a única dúvida possível era:
- E então, qual parte de Jesus foi hoje?