31 Dezembro, 2010
Grandes enigmas da humanidade.
Quando Dona Aranha sobe pela parede e a chuva forte a manda pro chão faz sentido que ela continue a subir depois. Mas quando ela está descendo e a chuva a derruba, porque diabos ela iria continuar descendo?
20 Dezembro, 2010
Errata.
Acredito que a interface para dívidas que desenvolvi no Excel foi muito otimista. Reformulando em 3, 2, 1.
18 Dezembro, 2010
De todas as princesas da Disney.
Tenho quase certeza de que a Nina vai gostar daquela que possuir o merchandising mais bagaceiro. Quase certeza.
14 Dezembro, 2010
13 Dezembro, 2010
Como o design pode influenciar a sua vida.
Pra não destruir o layout da minha planilha de despesas no Excel, me recuso a gastar além do espaço pré-determinado.
09 Dezembro, 2010
Meu e-mail.
Virou apenas um local onde recebo recados de onde as pessoas estão realmente querendo falar comigo.
08 Dezembro, 2010
De madrugada.
- Você deixou cair a panela.
- É, eu vi.
- A panela ainda está no chão.
- Eu sei, já vou pegar. Estou com sono.
- Você deixou cair a tampa da panela agora. Melhor você ir dormir.
- Não, vou fazer um suco. Minha panela, você está bem?
- Você fala com as suas panelas!?
- Claro! Não posso esperar elas falarem comigo.
- É, eu vi.
- A panela ainda está no chão.
- Eu sei, já vou pegar. Estou com sono.
- Você deixou cair a tampa da panela agora. Melhor você ir dormir.
- Não, vou fazer um suco. Minha panela, você está bem?
- Você fala com as suas panelas!?
- Claro! Não posso esperar elas falarem comigo.
Conversa furtada numa padaria em 2005.
- Nós vamos ter problemas no domingo.
- Por quê?
- Porque eu gosto de assistir Gugu, que dá presentes para as pessoas pobres e ele gosta de assistir as Pegadinhas do Faustão, que são super sem-graça, né? Esse casamento não vai durar.
- Por quê?
- Porque eu gosto de assistir Gugu, que dá presentes para as pessoas pobres e ele gosta de assistir as Pegadinhas do Faustão, que são super sem-graça, né? Esse casamento não vai durar.
Lógica Rodriguiana.
- Amar é ser fiel a quem nos trai, outra dele.
- Já amei.
- Não sei se amei.
- Bem, não sei também, mas que ele me traiu, ahh! Isso ele fez direitinho.
- Hmmm! Então, por isso, você acha que amou?
- Seguindo a lógica Rodriguiana: amei pácaralho.
- Já amei.
- Não sei se amei.
- Bem, não sei também, mas que ele me traiu, ahh! Isso ele fez direitinho.
- Hmmm! Então, por isso, você acha que amou?
- Seguindo a lógica Rodriguiana: amei pácaralho.
07 Dezembro, 2010
A curta história de um homem.
Recebeu na caixa de spam o e-mail "enlarge your penis". Clicou "not spam".
06 Dezembro, 2010
Correspondência pra mim (chegou em casa).
"Prezada Srta. Karla Nazareth. Desculpe-nos a demora na entrega de sua encomenda. Mas a não entrega deve-se única e exclusivamente ao péssimo preenchimento de seu endereço no cadastro de nosso site. Informamos que, dessa forma, fica difícil encontrarmos a sua casa e, por isso, o seu pedido não poderá ser entregue. Favor entrar em contato o mais rápido possível para solucionarmos esse imprevisto. Atenciosamente. N..."
Preciso explicar alguma coisa?
Preciso explicar alguma coisa?
Papo de velho (Parte IV).
- Daí você teve uma longa noite de insônia e, de repente, acha que enlouqueceu, e que até começou a enxergar no escuro. Não, você não tá enxergando no escuro, amanheceu, seu imbecil.
Papo de velho (Parte III).
- O amor é o que existe entre a paixão e o tédio, mas se tiver sorte, talvez você não dure tanto.
Papo de velho (Parte II).
- Ô, deixa de frescura, que essa tua ferida até cicatriza se tu parar de tirar o cascão.
Papo de velho (Parte I).
- Meu filho, existem pessoas que se sentem culpadas por serem bonitas e tentam disfarçar o esforço que gastam pra manter a beleza com um ar de superioridade intelectual e tal. Que besteira, humpf. Que tempo mal empregado com papo-furado, humpf. Quem disse que são bonitas?
O suco.
“O barulho de barriga com fome, de fato, incomoda”.
Esse foi o único pensamento coerente durante a primeira meia hora de conversa. Ele, me olhando fixamente e eu, a sua frente, tentando não encará-lo. Talvez seja um defeito imperdoável, mas não encarar, algumas vezes, significa não escutar. Não porque se escute com os olhos, o que não me parece muito natural para os não-sinestésicos, mas porque, provavelmente, se está buscando qualquer outro pensamento para bloquear os ouvidos.
- E é isso... Precisamos repensar toda essa história.
Sabia que estávamos avaliando alguma coisa, mas de tudo o que eu não havia prestado qualquer atenção e, vendo-me diante da frase derradeira, cheguei à conclusão de que não poderia ser de todo lastimável. Estava com fome, isso sim me parecia importante.
- Sabe onde posso comprar uma pizza? Aqui não tem.
- Por favor, pizza? Agora, não!
- Mas estou com fome...
- Hmmm... Ficou chateada, por quê?
Perguntas que requisitem respostas que vão além de “sim” e “não” me apavoram. Isso porque, do que conversamos, havia escutado poucas palavras e admitir esse detalhe, me obrigaria a escutar mais meia hora de argumentos e reclamações e eu, sem dúvida, não tinha deixado de estar com fome.
- Fiquei?! Um pouco...
- Sabe que a culpa é sua?
Culpa de não saber do que estava sendo acusada, isso eu poderia aceitar, mas nunca de perder de vista o número da pizzaria no busdoor.
- Sim, é minha, eu sei...
- Pelo menos reconhece...
- Será que entregam aqui onde estamos? Droga, a bateria do meu celular está acabando.
- Não acredito nisso!
O timbre da voz me assustou. Tanto que esqueci o número e me vi obrigada a pedir um salgado mais suco da lanchonete onde havíamos parado pra conversar. Enquanto eu o encarava preocupada e já tentando me livrar da comida, ele olhava deprimido rumo ao chão. Talvez, naquele momento, aquela expressão em seu rosto me dissesse bem mais do que tudo o que tentou me revelar a horas, ou talvez, a fome saciada, estivesse me fazendo perceber um pouco além do meu próprio estômago.
- Pela última vez... Precisamos repensar toda essa história.
- Hmmm... Precisamos, sim.
- Sabe que não é justo para nenhum de nós dois.
- Justo.
- E que tocar nesse assunto dói mais em mim do que em você.
Essa foi a frase que reverberou na minha mente. O tipo da mentira que eu jamais consideraria engraçada, afinal, a única pessoa que havia bebido o suco havia sido eu, e seria impossível ele estar sentindo algo pior do que o enjôo que eu estava sentindo.
- Impossível, cara!
- Nossa! Às vezes você me surpreende! Até parece que tem sentimentos, que tem um coração dentro do peito.
- Sim. Um coração, um fígado, um estômago. Mas não sei se o meu estômago agüenta por mais tempo (e muito menos o intestino...).
- Não tem mais estômago para nossa conversa, não é? Quer que eu seja direto?
- Por favor.
Minutos de silêncio. Olhos nos olhos, uma de minhas mãos apertando o copo de suco de morango pela metade e o pensamento fixo na maldita dor de barriga.
- Não gosto mais de você... Estou ficando com outra pessoa.
- Hein?! É isso?!
- É!
- Filho da puta!
Joguei-lhe o suco na cara e fui embora. Me fez perder duas horas para dizer que estava me traindo, quando poderia ter resumido em um minuto e eu jamais teria bebido aquele suco e conquistado uma diarréia.
Esse foi o único pensamento coerente durante a primeira meia hora de conversa. Ele, me olhando fixamente e eu, a sua frente, tentando não encará-lo. Talvez seja um defeito imperdoável, mas não encarar, algumas vezes, significa não escutar. Não porque se escute com os olhos, o que não me parece muito natural para os não-sinestésicos, mas porque, provavelmente, se está buscando qualquer outro pensamento para bloquear os ouvidos.
- E é isso... Precisamos repensar toda essa história.
Sabia que estávamos avaliando alguma coisa, mas de tudo o que eu não havia prestado qualquer atenção e, vendo-me diante da frase derradeira, cheguei à conclusão de que não poderia ser de todo lastimável. Estava com fome, isso sim me parecia importante.
- Sabe onde posso comprar uma pizza? Aqui não tem.
- Por favor, pizza? Agora, não!
- Mas estou com fome...
- Hmmm... Ficou chateada, por quê?
Perguntas que requisitem respostas que vão além de “sim” e “não” me apavoram. Isso porque, do que conversamos, havia escutado poucas palavras e admitir esse detalhe, me obrigaria a escutar mais meia hora de argumentos e reclamações e eu, sem dúvida, não tinha deixado de estar com fome.
- Fiquei?! Um pouco...
- Sabe que a culpa é sua?
Culpa de não saber do que estava sendo acusada, isso eu poderia aceitar, mas nunca de perder de vista o número da pizzaria no busdoor.
- Sim, é minha, eu sei...
- Pelo menos reconhece...
- Será que entregam aqui onde estamos? Droga, a bateria do meu celular está acabando.
- Não acredito nisso!
O timbre da voz me assustou. Tanto que esqueci o número e me vi obrigada a pedir um salgado mais suco da lanchonete onde havíamos parado pra conversar. Enquanto eu o encarava preocupada e já tentando me livrar da comida, ele olhava deprimido rumo ao chão. Talvez, naquele momento, aquela expressão em seu rosto me dissesse bem mais do que tudo o que tentou me revelar a horas, ou talvez, a fome saciada, estivesse me fazendo perceber um pouco além do meu próprio estômago.
- Pela última vez... Precisamos repensar toda essa história.
- Hmmm... Precisamos, sim.
- Sabe que não é justo para nenhum de nós dois.
- Justo.
- E que tocar nesse assunto dói mais em mim do que em você.
Essa foi a frase que reverberou na minha mente. O tipo da mentira que eu jamais consideraria engraçada, afinal, a única pessoa que havia bebido o suco havia sido eu, e seria impossível ele estar sentindo algo pior do que o enjôo que eu estava sentindo.
- Impossível, cara!
- Nossa! Às vezes você me surpreende! Até parece que tem sentimentos, que tem um coração dentro do peito.
- Sim. Um coração, um fígado, um estômago. Mas não sei se o meu estômago agüenta por mais tempo (e muito menos o intestino...).
- Não tem mais estômago para nossa conversa, não é? Quer que eu seja direto?
- Por favor.
Minutos de silêncio. Olhos nos olhos, uma de minhas mãos apertando o copo de suco de morango pela metade e o pensamento fixo na maldita dor de barriga.
- Não gosto mais de você... Estou ficando com outra pessoa.
- Hein?! É isso?!
- É!
- Filho da puta!
Joguei-lhe o suco na cara e fui embora. Me fez perder duas horas para dizer que estava me traindo, quando poderia ter resumido em um minuto e eu jamais teria bebido aquele suco e conquistado uma diarréia.
03 Dezembro, 2010
História da minha vida.
- Bem, vou apagar esse arquivo do meu backup porque já o tenho na internet.
- Então, acho que vou retirar da internet porque COM CERTEZA fiz o backup.
Uh!
- Então, acho que vou retirar da internet porque COM CERTEZA fiz o backup.
Uh!
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