07 Janeiro, 2012

Às vezes a vida amorosa...

(Alerta: estudos comprovam que essa metáfora é boba e feia, mas que é muito legal de criar quando são percebidos vários níveis de semelhança e sentidos que nunca chegam ao fim. Experimente.)

...é como esperar ônibus quando só se tem dinheiro pra isso. Pode parecer um evento infinito, então se pega o primeiro que dá as caras, ou porque está tarde e/ou perigoso demais pra seguir esperando ou por tédio ou porque, por um momento, você tem certeza de que leu o nome do ônibus que precisava ler. Há quem aproveite o engano ao máximo, há quem se desespere quando percebe o mesmo. Tem quem desça na primeira oportunidade e tem a sorte de pegar logo o ônibus certo (tem quem espere muito, tudo de novo - às vezes sem saber onde está e pra que lado deveria ir e acaba errando mais uma vez...). Tem os que decidem mudar de planos numa boa (como quem pega o ônibus rumo à casa de um amigo ao invés do que leva ao lugar que se queria ir desde o início e decide que, enfim, pode ser divertido dessa forma). Tem quem continue esperando na esperança que o tal apareça (mas o último do dia já pode ter passado ou o itinerário do mesmo pode ter sido alterado por alguma fatalidade). Tem quem adoraria não pegar o ônibus pelo qual está esperando, pois gostaria mesmo era de pegar outro, como no passado, mas a vida mudou de endereço. Tem quem, na verdade, nem ligue pra ônibus, pois tem o próprio carro (mas se preocupa com vagas para estacionar que não existem, flanelinhas que existem até demais, que alguém quebre a janela e roube tudo de dentro ou leve mesmo o carro inteiro etc.). Também tem os que não precisam de ônibus porque vão a pé, porque têm bicicleta, ou nunca saem de casa. Mas isso é temporário... Eventualmente é preciso ir um pouco mais longe (mesmo contra vontade) e lá está a parada do ônibus, ou do táxi, ou o aeroporto, ou o ponto de qualquer outro meio de transporte passível de demorar muito mais do que você está disposto a esperar. E você também estará bem disponível para cometer uma série de erros enquanto espera. Ou fará a coisa certa, mas o motorista é quem vai vacilar feio. Ou o trânsito ou clima ou o pedestre desavisado ou o controlador de vôo... Tudo bem, parei.

1 comentários:

Inaie disse...

voltei aqui correndo pra me lembrar por que e que eu queria tanto comentar, por que eu tava doida pra dar meus pitacos... ate te escrevi!

Eu so queria dizer que as vezes a gente vai pro lugar certo. Simples assim. sem confusao, sem complicacaoes, sem motorista desgovernado ou onibus errado. Quando vemos estamos la, no lugar onde queriamos estar!

Feliz 2012